sexta-feira, 21 de outubro de 2011

HISTÓRIA DA CIDADE DE JEQUIÉ.


                                                                                                         (Adriano S. Silva)
   
     Conhecida como “Cidade Sol”, por possuir um clima que chega até 45°, Jequié está localizada a 365 km da capital baiana e tem sua origem em terras desbravadas por Bandeirantes que por aqui passavam por volta de 1718, destacando-se entre eles o capitão-mor “João Gonçalves da Costa”. No ano de 1789, o inconfidente mineiro “José de Sá Bittencourt”, refugiado na Bahia após o fracasso do movimento e encarregado pela abertura da estrada que ligava o sertão ao litoral baiano, percebeu a excelente localização das terras jequieenses comprando-as de “Gonçalves da Costa”, denominando-as de “Fazenda Borda da Mata” por situar-se entre a Caatinga e a Mata. Após a morte de Sá Bittencourt, a fazenda foi dividida em lotes e partilhada entre herdeiros dando origem a várias propriedades, dentre elas “Jequié” ou “Barra de Jequié”, que aos poucos foi se transformando em um povoado tornando-se ponto de repouso de tropas e boiadas oriundas de Minas em direção à capital e litoral baiano. A estratégica localização facilitava a comunicação com outras regiões contribuindo para o crescimento do povoado - incentivado pelo proprietário da Fazenda com a doação de terras - que contava com um pequeno comércio composto por rancharias e vendas, as quais atendiam a tropeiros, vendedores ambulantes e viajantes, além disso, a pecuária, com destaque na criação de bovinos e caprinos, e a agricultura, com o plantio de diversas culturas como algodão, cacau, cana, café e a exploração da borracha de maniçoba, tiveram papel importante no seu desenvolvimento, aumentando a riqueza regional e atraindo pessoas de todas as partes, inclusive italianos e ingleses que aqui se instalaram. O aumento populacional elevou o povoado de Jequié a distrito de Maracás em 13 de agosto de 1880.
     O progresso a passos largos propiciou o aparecimento de diversos tipos de profissionais como alfaiates, ferreiros, carpinteiros, artesãos, dentistas, médicos e advogados. Em consequência, aumentou o banditismo, muitas vezes chefiados pelos grandes coronéis da região, gerando uma crise comercial e a migração de várias famílias por falta de segurança, o que forçou à criação de uma entidade denominada “Clube União” (fundada pelo bacharel em direito Lindolfo Rocha), que objetivava o combate ao banditismo e a luta pela emancipação política, pois, o distrito sofria com os reflexos da guerra política entre os grupos dominantes da cidade de Maracás, sendo elevado à condição de vila em 10 de julho de 1897 e, em 25 de outubro do mesmo ano, ocorreu à instalação do município, com a posse do primeiro intendente (Urbano de Souza Gondim) e do primeiro Conselho Municipal de Jequié, mas, apenas em 13 de junho de 1910, ganha o status de “Cidade”. Um dos fatos políticos mais importantes foi à transferência da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia para Jequié em 15 de janeiro de 1912, devido a crises políticas em Salvador, colocando a cidade como capital do estado durante 10 dias.
     No ano de 1914 a cidade foi parcialmente destruída por uma grande enchente, necessitando ser reconstruída por seus moradores, ganhando um novo traçado, com ruas mais largas e praças mais amplas. Em 1927 os produtos da região que antes eram levados por meio de lombos de burros até Nazaré e daí à capital, passaram a ser transportados através da “Estrada de Ferro Nazaré”, um importante canal de importação e exportação de produtos, acelerando o escoamento de mercadorias e beneficiando ainda mais os negócios da região, momento em que a cidade transformou-se em um “porto de terra” sendo o principal centro de distribuição da região, alcançando o patamar de “boca do sertão”. Com a inauguração da rodovia Rio-Bahia, no início dos anos 40, as mercadorias vindas do sul do país não mais se utilizavam da malha ferroviária tornando-a deficitária e, consequentemente, extinta, culminando numa enorme retração da economia jequieense.
     Desde sua emancipação, Jequié teve uma vida política relativamente tranquila, mesmo durante o regime militar, marcada por grandes comícios e passeatas que quebravam a monotonia da cidade. Por aqui passaram vários prefeitos dentre eles médicos, militares, advogados e administradores. Desde então muitas obras foram realizadas como o Jequié Tênis Clube, vários sindicatos, ginásios, escolas, Mercado Municipal, estádio e a Barragem de Pedra, uma das principais obras, concluída em 1969 sob a gestão do governador Luís Viana Filho.
     No setor cultural a cidade deixa muito a desejar, apesar de grandes nomes como o fotógrafo e cineasta Robinson Roberto, o cantor, compositor e ator Zéu Brito, o poeta e compositor Waly Salomão e outros tantos artistas locais, pouco se tem investido por parte dos governantes como incentivo à cultura. Contudo, Jequié conta hoje com uma casa da cultura e um teatro onde são realizadas diversas atividades culturais, desde musicais, peças teatrais e apresentações de grupos de dança locais a shows de artistas conhecidos nacionalmente. A maior e mais importante manifestação cultural popular jequieense é o “São João”, conhecido como um dos melhores do estado, por onde passam vários nomes da música brasileira e atrai pessoas de todo o canto do país, gerando muita alegria e contribuindo com o setor comercial. Na área social o município vem, com dificuldades, através da Secretaria de Desenvolvimento Social desempenhando um papel importante como o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), do Projovem Adolescente, da Casa de Acolhimento Noturno e Abrigo Infantil Malvina Costa, da Manutenção do Restaurante Popular e das Unidades dos CRAS do CREAS, da Implantação da Central de Programas e Projetos, da implantação do CAPE (Centro de Atenção aos Profissionais em Educação), além da construção de várias casas populares. Na saúde, em parceria com os governos Federal e Estadual, a Prefeitura tem investido na construção de PSF`s ( Postos de Saúde da Família) e PA 24 horas, reforma de Centros de Saúde, manutenção do SAMU e Farmácia popular. Na esfera educacional, Jequié tem, significativamente, evoluído nas últimas décadas, com Colégios públicos e particulares de boa qualidade, implantação de várias Universidades a exemplo da UESB, FIEF, FTC, pólos da UNOPAR E UAB (Universidade Aberta do Brasil) e a construção do IFBA, que irá beneficiar a juventude local e da região. Jequié também é destaque na Educação Inclusiva, sendo referência na educação especial.
    Em seus 113 anos, a “Cidade Sol” passou por várias mudanças em todos os aspectos, no entanto, não podemos deixar de destacar que muitas coisas permanecem no decorrer da sua história como exemplo da agricultura e da pecuária que ainda hoje constitui uma grande fonte de renda para os produtores e mantém o abastecimento local, a hospitalidade de seus munícipes, a interação étnica, muito importante para o progresso da cidade, visto que foi desenvolvida com a ajuda dos imigrantes que aqui se instalaram, além de várias construções feitas no início do século passado. E assim foi formada a Cidade de Jequié, com seus altos e baixos, tendo como característica a luta de um povo trabalhador que a cada dia faz a História da sua terra, e dela, sua História.

Fontes Referenciais:
MEIRA, Raimundo. FATOS PITORESCOS DA CIDADE SOL. (2007,p. 91). Museu Histórico de Jequié.
Portal da Prefeitura Municipal de Jequié. Disponível em: http://www.jequie.ba.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1526:prefeito-de-jequie-vai-a-camara-e-faz-balanco-das-atividades-da-administracao-municipal-&catid=36:sala-de-imprensa&Itemid=64.  Acesso em: 28/02/2011.
ARAÚJO, Emerson Pinto de. História de Jequié. Disponível em: Museu Histórico de Jequié.
ARAÚJO, Rosa. História da cidade de Jequié/BA. Disponível em: http://www.rius.com.br/cidades-e-turismo/13221-historia-da-cidade-de-jequieba. Acesso em: 13/02/2011.

5 comentários:

  1. historia linda,mas que pena a cidade noa avançou para melhor cada vez mas vai se afundado por a droga,bebida,e a misseria.

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    1. verdade o que o anonimo disse o mundo esta acabando meu DEUS tem missericordia do nosso povo

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    2. pois é qual é seu nome

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  2. Eu vou ter que escrever isso tudo é meu dever né mais aja mão

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  3. eu vou ter que escrever ela toda que pena que a professora não mandou a jente escrever sobre mart luten ging kkkkkkkkk!!!

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